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coisanen1a

Tentativamente Poesia!

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Tentativamente Poesia!

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Dentro do musgo de um muro inexpugnável

Sai o músculo temporal dos sete cavalos incansáveis

É jorro de crina que em nossas mãos nascera a manhã da janela perfeita

Os olhos donos de sutil destino mimetizam as florestas, nuvem soturna, a fuligem,

a rotina de criar pensamentos.

Este é o pendor de quem cria os dias

Pois não parece justo tocar em ondas envelhecidas

Nem tampouco em sóis e estrelas caducos

Dizem que amor está dos dois lados

Nossas mãos frias espiam a explosão dos cavalos em êxtase

F Souza

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Procuro a palavra

O sentimento

Equilíbrio

A entropia cansada das estrelas

O pássaro que cumpre seu tempo de voo

O zero com sua entrada mágica

Acredito

Existe uma palavra

Certa que cabe dentro de um núcleo, recôndito, subterrâneo

Quero o que está entre os tempos, os subtempos

A palavra secreta em forma de energia

A língua, o coração, renascidos, já!

100 NOMES

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Dizem que ela já tocou o sol

E morava nos olhos de leões, na terra que pisaram os deuses

Assim em ruas coarienses, dentro do coração nem moda nem música nem tempo

1 trem veloz que era desespero, fim, certeza.

 

Novamente cavalos na esquina

Que mistério procuras

No sopé da montanha ventos novos

Um homem sem pátria, nossos pequenos sóis

Do lado dormente da lua sai tua paixão o tédio da eternidade

Nós a pantomima, ora sonho ora saudade ora felicidade silenciosa

No sabor do vinho vem a madrugada súbita letargia porque nós cansados de tanto procurar a boca

dos 7 sóis das salivas incandescentes, outros somos

Assim, aceitamos a dispersão dos dias

 

Pa para pa para escondido entre as árvores

Vimos o cavaleiro orar sobre a cabeça do dragão

Oh!

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Tudo que sou em setembro acaba

Tudo que somos tem setembro o fim

Tudo que ela é em setembro, vai ser

Sem comparação nem que o insensível dragão arfasse com sua língua dourada!

E daí, se conhecemos as escamas simétricas dos peixes bentônicos

as tardes azuladas, o riso da chama silencioso o que se quer dizer é que ela em si mesma é a mais

bela chuva de setembro 

Seis Semanas

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Assim, quando cruza as pernas

tua pessoa e teu desejo tornam-se

densos

         e viçosos

Como torres silenciosas

de castelos inexpugnáveis

 

Assim, quando tuas ancas

afloram das últimas águas de marés

remete ao desejo espiralado, imitação primitiva

da galáxia trens de estrelas

Uma força inominável em chispas

ou feixe de algo doce, agradável, telúrico

Ouso dizer que meus olhos

Já viram este caminho.

 

A fé gratuita ou pesar que me delegas

quando exibes tua existência me desprende

num obtuso fado, tarde, rio, vento, sou.

Afetuoso céu o desenho das mãos silencioso

 

 

Assim tua mão, teu lábio

Acima de tudo, das frias montanhas dos mares violentos

Mortos pela débil

                    Chama

pela última miragem um dissabor

                                        que tudo foi feito na entrega, pra findar, acabar.

Longe do tempo

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Três momentos silenciosos

que calam minha mão e conduzem a buscar a dissipação

do dia da luz

Bem sei o há no sopé indivisível distante

lá completo aqui me completo