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coisanen1a

Tentativamente Poesia!

coisanen1a

Tentativamente Poesia!

Cento quarenta

 

1 dia vou passar por aquele umbral tão sonhado

Proterozóico ou de folhas de fim de inverno

É dentro que serei pegarei 2 caminhos confortáveis distintos sem pressa de voltar de repente serei só visão, semanas me separam de meus braços e gravidade.

 

Meus amores cumprirão suas prendas

Voltarei às ruas cruas simétricas

De coração renovado sei guardo o si bemol da curva em u.   

 

É o coração que cansou

Inventamos tantos ares, flores e tantas canções

Hoje não se vê mais a ponta da seta

Nem seus novos caminhos

Se fosse possível caminhar em paz

Este momento da inversão da primavera

A razão silencia

A contemplação tudo abarcar.

O anônimo

 

Nos pés embaçados, acanhados

Ali na praça quatorze, sem emprego !

O coração por trás das nuvens

Raios doirados paralelos sol inculto

 

É um log é módulo é nepier

É a mão que equilibra o centro de massa

 

Cansado feliz inútil desempregado

Conhecedor do raio da terra anônimo

 

É noite escura

Fina tangível ondulada instantânea

Gume de calçada

Praias ionizadas de saturno

Quero morrer !

 

 

            Quero morrer é...

                        Isso que eu quero

Quero amar com mesma intensidade

                                    De antes é isso que eu quero

                        Quero meus sonhos

            Sonhar de novo é...

Isso que eu quero

            Quero aquela boca azul quando

                                    Deixei o porto

                                    Quero as noites enfileiradas num

                                    Campo como se fossem soldados difusos é...

Isso que eu quero

Quero a opulência do nada num carnaval

De halos é...

Isso que eu quero

                                    Aquele amor dispare

Campos

                        e raios é

Isso que eu quero! 

Tarde de Domingo

 

Esta água

Este vento

Esta luz-tempo

Este nome distante

 

Tempo de folha verde

Na cadência corre

Línguas de vento

Nos fios ocos e elétricos

 

A cada tempo 1 sorriso

e 1 filamento, um par silencioso

de existência, um cume, um altar

digere e cospe o que se tornou

vento luz de um labirinto

chamado tarde de domingo

TODO

NÃO É SÓ A FORMA DA CHAMA

NEM O SEU CALOR ADJETIVADO

NÃO PARECE SER ESFÉRICA SUA FORMA

MAS TEM UM MISTÉRIO NA LUZ ATRÁS DELA

TEM O CRIPITAR DOS ELEMENTOS

UM ESTAR FLUIDO UMA PELE INCONSTANTE

PERFEITO EFÊMERO  

O OUTRO LADO DA CHAMA É SIMÉTRICO 

EM ESPLENDOR ?

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Peixe Cru

FOTO P P1.jpg

 

A nossa paixão era fulcro 

                           do vento

E nossa pele barroca descansava entre

                           sinos e carrancas

As mâos deslizavam nos quartos atmosféricos

                           de espelhos caducos

Uma vez nossa paixão furtou a luz do dia